Como a Declaração de Belém fortalece uma indústria eficiente no Brasil

Em 8 de dezembro de 2025, às 17:45


Foto: Kyodo via Reuters Connect

A COP30 marcou um momento histórico com o lançamento da Declaração de Belém para a Industrialização Verde, assinada inicialmente por 35 países, além de organizações internacionais e representantes da sociedade. O documento estabelece metas ambientais, econômicas e sociais para acelerar a transição energética global e modernizar setores industriais, principalmente nos países em desenvolvimento.

A Declaração reconhece que não haverá ambição climática efetiva sem transformação econômica profunda. Por isso, o foco deixa de ser apenas neutralizar emissões e passa a envolver também a coordenação de políticas industriais, inovação tecnológica, financiamento climático e inclusão social. É uma agenda que integra desenvolvimento, competitividade e sustentabilidade.

A CEO da COP30, Ana Toni, destacou que o tema é hoje uma agenda prática de implementação, com potencial de transformar cadeias produtivas inteiras. Essa visão foi reforçada pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), que celebrou o esforço coordenado para transformar metas em ações concretas, por meio de incentivos financeiros e desenvolvimento de novas tecnologias e infraestrutura.

A Declaração de Belém também contempla a inclusão social nas estratégias de transição industrial, reconhecendo que comunidades inseridas em cadeias intensivas em carbono tenham acesso a oportunidades, empregos qualificados e apoio para se adaptar. Com isso, reforça que a transição energética só será bem-sucedida se for justa, inclusiva e capaz de gerar prosperidade, criando mercados, empregos verdes e inovação em escala global.

O documento foi anunciado em um momento marcado por compromissos ambiciosos para transformar a matriz energética global. Entre eles, destacam-se os investimentos de US$ 1 trilhão na modernização das redes elétricas e na expansão de energia limpa até 2030, além do Compromisso Belém 4x, que reúne 23 países para quadruplicar a produção e o uso de combustíveis sustentáveis até 2035. Também houve avanços em setores de difícil descarbonização, como aviação, navegação e indústrias de base, que passam a adotar planos coordenados para novas tecnologias e combustíveis.

Essas iniciativas consolidam as bases de um novo ciclo industrial, apoiado por energia limpa, infraestrutura moderna e inovação tecnológica para acelerar a transição para uma economia global de baixas emissões.

PotencializEE e a Declaração de Belém

Impulsionado pela Declaração de Belém, o programa PotencializEE ganha ainda mais importância ao incluir as pequenas e médias indústrias nesta coalizão global por mais eficiência energética, com a redução de emissões e modernização de processos industriais, alguns pilares defendidos pela COP30.

Foto: Alécio Cezar

O programa acelera a descarbonização ao realizar diagnósticos energéticos, apoiar projetos de modernização e estimular tecnologias que diminuem o consumo e aumentam a produtividade. Também contribui para o desenvolvimento econômico ao fortalecer pequenas e médias indústrias, ampliando competitividade e inclusão na transição verde.

Ao elevar a eficiência energética de parte importante da indústria brasileira, o PotencializEE ajuda o país a cumprir compromissos climáticos internacionais, reforçando o protagonismo brasileiro na construção de uma economia mais moderna, resiliente e de baixo carbono.

Fonte: Programa PotencializEE