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Brasil implementa programa inédito de eficiência energética e enfatiza pequenas e médias indústrias de São Paulo

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Em 4 de março de 2022, às 16:19
Foto: Dimitry Anikin/ Unplash

Através da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, o Brasil implementa  um Programa de Eficiência Energética (EE) inédito, com abordagem sistêmica, nunca  antes adotada pelo setor industrial do país com um escopo tão abrangente. É o PotencializEE – Programa Investimentos Transformadores em Eficiência Energética na Indústria, que foi idealizado pelo Ministério das Minas e Energia (MME), uma iniciativa de apoio às pequenas e médias indústrias interessadas em reduzir custos com energia, contribuindo também para descarbonização da economia brasileira e o crescimento sustentável do país. 

Operacionalizada pela GIZ (Agência Alemã de Cooperação Internacional), a iniciativa costura o setor de EE de ponta a ponta: da capacitação dos especialistas em eficiência energética e atendimentos técnicas das indústrias, pelo Instituto de Tecnologia em Energia do SENAI/SP e Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ESCOs), ao fornecimento de crédito e financiamento (pelo banco do Estado Desenvolve SP e outros bancos privados); passando pela consultoria especializada, o desenvolvimento tecnológico e implantação do projeto e acompanhamento até o final. O PotencializEE atua ainda no apoio para a formulação de novas políticas públicas para alavancar o segmento na indústria brasileira.

Até 2024, o programa realizará 1.000 diagnósticos, concluirá 425 projetos de eficiência energética e empreenderá ações de conscientização em um total de 5.260 pequenas e médias indústrias do estado de São Paulo. “O que difere o PontencializEE de outras iniciativas adotadas anteriormente é a combinação de mecanismos simultâneos de assistência técnica e financiamento e o foco na economia do consumo de combustíveis fósseis na indústria em conjunto com energia elétrica. Além da existência de um fundo garantidor, o que facilita o acesso das pequenas e médias (PMEs) indústrias ao capital disponível no mercado financeiro”, explica o diretor do Programa PotencializEE no lado da GIZ, Marco Schiewe.

Para constituir um programa completo de apoio às pequenas e médias indústrias selecionadas, o PotencializEE irá mobilizar, até 2024, um total de R$ 490 milhões de investimentos na aquisição de novas tecnologias eficientes Para incentivar o interesse a participação dos bancos e reduzir a necessidade de garantias por parte das PMEs industriais, o PotencializEE estabelecerá, junto com o Desenvolve SP, um Fundo Garantidor de 8 milhões de Euros.

Por sua dimensão, a criação do PotencializEE envolveu atores de diferentes áreas, que precisaram atuar em sintonia para consolidar uma proposta universal de eficiência energética. Ao saber que o mecanismo financeiro NAMA Facility (formado com recursos do Ministério Alemão do Meio Ambiente, Conservação da Natureza e Segurança Nuclear, dos Governos alemão e britânico e ainda da União Europeia) estava organizando uma concorrência para financiar projetos de redução de gases efeito estufa em países em desenvolvimento, a GIZ procurou o Ministério das Minas e Energia brasileiro, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Instituto de Tecnologia em Energia do SENAI/SP e o Desenvolve SP para criarem este plano de alinhamento estratégico e técnico-consultivo.

Com isso, o esforço do PotencializEE no sentido de promover a eficiência energética industrial no Brasil, não só foi aprovado como foi escolhido por unanimidade pela Diretoria Executiva do NAMA. “Na indústria alemã e na Europa, de modo geral, a eficiência energética é uma questão básica de sobrevivência e manutenção dos empregos nas empresas, pois a gestão inteligente da energia é essencial para a competitividade em qualquer mercado. Na indústria brasileira os potenciais de eficiência energética e de mitigação de carbono são muito altos”, ilustra Schiewe, ao justificar o interesse do Fundo Europeu pelo projeto brasileiro.

Ao mesmo tempo, ele ressalta o potencial de expansão do Programa pelo país. “A indústria brasileira é responsável por 30% do consumo da energia nacional e quase 40% do total da eletricidade consumida. Antes de buscar outras fontes de fornecimentos de energias renováveis o consumo atual deve ser otimizado”, entende ele.

Resultados estimulantes

No âmbito das contribuições efetivas e mensuráveis para a proteção do clima e conservação da biodiversidade no âmbito do Acordo de Paris, como é o foco da NAMA Facility, estima-se que o PotencializEE viabilize uma redução da emissão de 1,1 milhões de toneladas de CO2 no setor de pequenas e médias indústrias paulistas para apoiar o Brasil na implementação da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) ao Acordo de Paris. “Nós sabemos que a intervenção da GIZ neste mercado tem prazo determinado, por isso, queremos construir uma iniciativa que ajude a promover o enorme potencial econômico brasileiro e que tenha continuidade”, projeta o diretor.

Desde o seu lançamento, o PotencializEE já conta com 183 indústrias inscritas para ter acesso aos seus recursos. Deste total 114 já realizaram o pré-diagnóstico. E 146 novos profissionais já passaram pelo curso de especialização em eficiência energética aplicado pelo Instituto de Tecnologia em Energia do SENAI/SP. Parte desse contingente, será aproveitado para atuar como consultores técnicos em pequenas e médias indústrias em 10 polos localizados no estado de São Paulo.

As empresas que quiserem se inscrever podem acessar o site do PotencializEE em www.programa-potencializee.com.br, onde encontrarão mais informações sobre o Programa, sobre como participar e as principais tecnologias disponíveis no mercado. O primeiro passo da participação é a realização de um pré-diagnóstico com a ajuda do SENAI, que fará um levantamento prévio da situação estrutural da instalação de produção, com recomendações básicas de melhorias energéticas. As fichas de inscrição para esta etapa inicial estão na página inicial do site.

Na primeira fase do programa, serão oferecidos subsídios para o desenvolvimento de projetos da ordem de 67% para diagnósticos energéticos e 30% para apoio à implantação de projetos. No total, serão mais de 100 horas de trabalho dos especialistas do SENAI nas empresas que quiserem realizar um projeto de eficiência energética. Nos anos seguintes, haverá subsídios também, porém os valores disponíveis serão menores. As pequenas e médias indústrias que optem pela implementação dos projetos, receberão mais uma vez o apoio técnico dos especialistas do SENAI ou das ESCOs para avançar com as contratações e compras de tecnologias.

Fonte: Programa PotencializEE

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